Banalidades 2

7 05 2014

banana

Visitou cidades estrangeiras que de tão organizadas pareciam shopping center, câmeras, guardas, postes limpos e aquelas lojas todas iguais. Queijos, vinhos, pãezinhos, feirinhas populares, sexo e comida com sabor que tende a extrato de tomate. No aeroporto, nas filas do freeshop e nos lugares antigos como os museus, amputados até a morte para melhor servi-lo, sentia como se pudesse ser alvo de uma banana perdida a qualquer momento.

De volta a casa, uma porcaria que tinha alugado em Praga, e ainda com uma mochila de roupa suja nas costas abriu a geladeira quase vazia e viu que ainda tinha uma comida semi-pronta e na validade com aquele sabor que tende a molho de tomate. Deveria ter desistido, mas resistiu.

Ligou para Maria Julia que supunha ainda estar no que sobrou do apartamento em Laranjeiras, mas ela nunca estaria lá e por isso deixou recado com o Prata, um vizinho.

– Por onde vai, homem ?

– Diga a Maria que fico e acabou – respondeu seco.

Por Leonardo Ribeiro

Outra crônica sugerida: Banalidades

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